11 março 2008

Ensaio sobre o sono descontínuo

A rapariga que mora na porta verde só queria saber chorar o que não se diz a ninguém. Atravessar em passos de cal viva esse muro de lápis que morre na última sílaba do que se julga não escrito. Meia certeza diz-lhe que a toalha branca e estendida na mesa espera pelos pássaros migalheiros.
O tempo humedece ao fim da tarde, enquanto ela não espera por ninguém e traça poemas sem rima em papel de alumínio.
Coitada, perdeu-se de tudo e não sabe que existem as estações secas.

3 Comments:

At quinta-feira, março 13, 2008, Blogger **Suspiro** said...

estou-me constantemente a perder. Mas, de vez em quando, há uma areiazinha que passa e faz-me acordar do sonho infeliz. muito, muito infeliz...

 
At sexta-feira, março 14, 2008, Blogger Andreia Ferreira said...

É a minha vez de te dar um raio de sol! **

 
At domingo, março 30, 2008, Blogger Maria del Sol said...

As estações húmidas precipitam nas suas gotas aquilo que nos sobra. Só fica aquilo de que precisamos. Gosto muito de ti, tens sido uma das minhas estações secas :)

 

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