31 março 2008

Ricky Nelson - Lonesome Town (1958)



Devido à ausência de preâmbulos, tudo começa num dia indefinido de mais ou menos pouco sol com tendências acinzentadas:

Conto as listas brancas da passadeira, faço trocadilhos parvos com as letras das matrículas e a caras dos respectivos condutores dos veículos, desespero pela chegada do verde, rio-me para o cão da senhora que tresanda a laca emproada (numa malograda tentativa de que alguém me compreenda num plano absurdo e logo de manhã) e continuo a fugir da rua em números ímpares, qual carteiro sempre atrasado de pés e com segredos dos outros às costas.

Numa impressão sinestésica crónica causada por noites não dormidas, parece-me sempre que vai chover algum dilúvio.
E eu de guarda-chuva esquecido em casa.
E prestes a afogar-me nesta cidade.

4 Comments:

At terça-feira, abril 01, 2008, Blogger Divinius said...

Um pouco de sol*)

 
At terça-feira, abril 01, 2008, Blogger Andreia Ferreira said...

Menina, sabes por que é que estas coisas acontecem? Sabes?? Porque quando vais a Ponte de Lima não passas pelo Porto. Aqui há sempre um guarda-chuva à tua espera. Pelo menos...

:)

Beijinho!

 
At quarta-feira, abril 02, 2008, Blogger inV3RS0 said...

ola...voltei..há horas em que as taskinhas ficam barulhentas e já não aguento vozes que lutam em décibeis lá em cima.O stranger também saiu...

http://inv3rs0.blogspot.com/

 
At segunda-feira, abril 07, 2008, Blogger lamia said...

A chuva de hoje, bem como a cidade, será diferente da de amanhã. E os esquecimentos serão outros, também. So, don't worry and live happily.

 

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